Ao leitor
Enfim, não vou falar muita da história e tal, mas garanto que vai ter muita coisa, obviamente mais obscuras, o que é o objetivo do blog, mas além de outras coisas interessantes que levarão ao desfecho :]
Aguardem
Grato,
Vítor
A Queda
Quando as coisas começaram a dar errado, quando o silêncio começou a me dominar, percebi que eu não era feito para isso, percebi que eu não era bom o suficiente... Percebi que nunca fui bom o suficiente...
E a cada erro meu um pouco se perdia, e com o tempo a junção dessas pequenas coisas se tornaram grandes... Amigos se foram, algumas boas lembranças até que finalmente você desapareceu... A única coisa que me restou de tudo foi uma foto sua.
Uma foto que eu via todos os dias, uma foto que tirava meu sono, uma foto, que nas poucas horas de sono, aparecia em meus sonhos. Essa fascinação pela foto com o tempo foi me cegando, cegava-me até eu perceber que um dia tudo escureceu...
E naquela escuridão fiquei, uma escuridão confortadora onde ninguém entraria, uma escuridão de um sonho em que estaria segurando sua mão... Eternamente...
Minha cegueira então me dominou, fascinou-me, enlouqueceu-me e agora acompanho ela, totalmente subordinado de seus desejos. Assim, vou ao meu fim, chego em meu limite, chego na hora de dormir... Dormir eternamente e sozinho...
Adeus meu amor... Adeus e obrigado... Aqui ficam minhas desculpas por meus erros, minhas eternas desculpas...
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-Bem, ficou um pouco por do que eu esperava. A carta de um suicida, momentos antes de se matar. Talvez seja possível que um deles possa ter pensado assim ou algum dia um irá pensar assim. Que esses que se forçaram a dormir tenham um bom sono, para sempre.
O texto está em meu caderno particular, não vou publicar todos que estão lá, então nem adianta pedir, espero que compreendam. Esse foi uma mera exceção. Espero que gostem :]
O Jantar
AS mãos deles dadas, os sorrisos nos rostos, os olhares apaixonados, era tudo belo. Com certeza foram feitos um para o outro, de fato um belo casal, talvez um que jamais se separaria. e aquela noite era a noite deles, o aniversário de namoro, que num futuro próximo poderia ser de casamento.
Para comemorar o garoto pensou em tudo, um jantar a luz de velas em sua casa, preparado por nada mais nada menos que ele. Um assado, o cheiro era perfeito, o sabor com certeza nenhum dos dois diriam algo de ruim. Conversas melosas durante a mesa iam e vinham, mas algo estranho começou a surgir na mente e no coração do pobre garoto, ele sentia algo diferente, como se ela fosse abandonar ele, e nunca mais se sentira tão vivo como naqueles momentos. Gradativamente o medo apareceu e sua mente se tornou escura, nada mais pensava, além de tê-la para sempre agora, ou perdê-la, para o resto de sua vida.
▬ Eu sei que não está na sua hora, mas... Adeus
Essas foram as últimas palavras que ela escutou dele, pois com a escuridão no controle ele apenas pulou para cima dela com a faca de mesa na mão, e a matou, sim, morta por seu namorado, ali, no dia que deveria ser uma grande comemoração. Cego pelo medo o rapaz apenas pensava em corta-la e nada mais. E finalmente chegou onde queria, o coração, era um ritual para ele naquele momento, ele saberia que ela estaria agora sempre com ele.
Num ato insano ele apenas tirou o coração dela, colocou em seu prato e lentamente comeu aquele órgão com um sorriso dele, o coração dela, agora estava com ele, para sempre.
Após sua refeição ele apenas tratou de costurar aqueles cortes, abraça-la, dançar, beijar, tirar fotos, tudo digno da verdadeira comemoração, passaram até mesmo a noite juntos, dormindo na cama. sim ela agora sempre estaria com ele.
E aquela noite, talvez por motivos que ninguém saiba explicar, motivos que ninguém nunca poderia entender aquela morta abriu os olhos, olhos de cor negra, talvez fosse a raiva guardada nela agora, a raiva de quando foi morta. Em passos leves aquela criatura foi até a cozinha e pegou a faca, a mesma faca que a matara e finalmente voltou a cama, onde sem ostentar trucidou o assassino, revidou sua morte, de mesma maneira.
Todo cortado a mulher apenas abriu seu peito, e segurou o que queria, o coração, o mesmo ritual, a retirada e a alegria em comer aquele órgão. Não, não era raiva, nem ódio, ela voltou... voltou por amor, queria mostrar que se ela estivesse dentro dele, ele estaria dentro dela. Por toda eternidade.
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-Ok nada tão macabro hoje, tirando a parte de matar, canibalismo e zumbis. enfim a idéia não é minha, sim este é mais cópia que qualquer um outro, apenas dei uma adaptada num clipe de uma música (Little Piece of Heaven - Avenged Sevenfold. video ai em baixo, espero que gostem.
http://www.youtube.com/watch?v=VurhzANQ_B0&feature=fvst
O Despertar
▬ Doutor, estou com algum problema, tem coisas que não consigo lembrar, dias que parecem ter sumido da minha cabeça...
Pobre coitada há um bom tempo que ela se sente assim, talvez eu tenha pego a pessoa errada, talvez, afinal ela queria compartilhar isso com todo mundo o que me obrigava a me esconder quase todo momento agora, um saco, malditos faladores. Pelo menos sei que ninguém sabe qual o problema dela, por enquanto, acho que deveria acabar com essa brincadeira logo, mas de fato não sabia como, quem sabe acabar com todos que sabiam, ou apenas com ela?
Ela, com certeza a resposta era ela, mas precisava voltar, voltar uma última noite, uma noite que com certeza seria memorável para mim, tinha até mesmo o alvo, um alvo perfeito, um alvo que tentou ajudar a minha pobre garota, um padre. Um que tentou me tirar de dentro dela, mas nada, nem sequer cócegas foram feitas em mim, ele... Apenas me provocou, muito, ninguém me tira do corpo de minha vítima, maltido padre e maldita garota tentando me expulsar. Enfim, a noite chegou.
Eu me aproximava dela deitada na cama, meus passos faziam um barulho no assoalho do quarto dela, como se rangessem a cada passo dado. Finalmente cheguei ao lado da cama ela parecia tão calma ali deitada e provavelmente procurava o que tinha acontecido quando eu estava dentro dela, não acharia nada, apenas um vazio, um vazio na escuridão. Enfim coloquei minhas mãos pesadas nela. Os olhos que antes azuis e dormentes abriram fortemente de cor negra, eu estava no comando agora.
Colegas meus lá de baixo diriam que eu sou muito louco de ficar brincado com esses humanos, mas acho bom, ver suas dores, escutar seus gemidos e pedidos de misericórdia, gosto de vê-los totalmente controlados por mim, é algo que me da prazer.
Enfim eu andava na noite sem me preocupar muito com as pessoas reparando nos meus olhos, afinal seria meu último dia naquele corpo. E finalmente cheguei naquela igreja que tentaram me mandar embora. Bati forte na porta da frente trancada, uma força que sem mim aquele corpo nunca teria. Em pouco tempo o padre que provavelmente ainda estava acordado, devido sua batina vestida.
▬ Catarina! Não te esperava tão tarde o que se passa?
▬ VOCÊ ME IRRITOU PADRE!!!!!
Quando voltei meus olhos para o padre ele simplesmente pulou para trás de medo daqueles olhos negros e agora muito raivosos. Sem perder tempo ele tentou rezar, dentro daquela casa, porém logo agarrei o pescoço dele, num impulso forte, que nos levou até o pé do altar, onde ele pedia perdão e tentava rezar mais, já quase perdendo todo o ar sai de cima dele e alguns passos para trás fiquei fitando.
▬ Agora ninguém pode te ajudar!
▬ QUEM É VOCÊ DEMÔNIO MALDITO?! - depois dessa pergunta nada mais veio a cabeça dele apenas cenas da vida dele, seu pai drogado, sua mãe morta de câncer, crianças que ele tentou ajudar passando fome.
▬ EU SOU O HORROR!
Então finalmente após muitos gemidos pedindo para parar com aquilo, quando ele quase implorava para morrer eu o levantei até a cruz central, onde a imagem de cristo estava ali. E lá o crucifiquei também, com pedaços de madeiras dos bancos.
Não demorou muito parar ele começar a gritar e finalmente pedir pelo que eu queria ouvir, a morte.
com esse pedido as cores do local sumiram, se tornando cinzas ou pretas, tristes e mortas e assim um incêndio se iniciou, fogo de meu lar, e ali sai daquele corpo, o corpo da pobre garota voltando por aquela passagem ardente para minha casa. Deixando o padre e a menina serem carbonizados pelo fogo que jamais alguém conseguiria explicar.
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-Tá ai, o conto de uma possuída, fico imaginado como deve ser horrível passar por isso (se é que existe rs), bem espero que gostem. Afinal, o mundo não é belo.
A primeira refeição
Estava anoitecendo e de repente sem que menos ela esperasse um envelope vermelho passou por de baixo de sua porta, e talvez o último que ela veria em sua vida. Sim era uma mulher, uma mulher que todos realmente chamariam de ignorada, ignorada pelos homens, mas por mim, não, nunca. Seja feia, seja bonita, em minha mesa isso jamais importaria, cor, classe social, beleza, inteligência, nada importaria naquele momento, naquele momento que qualquer mulher seria amada, desejada por mim. Seria com certeza o momento que qualquer gostaria de ter um momento que decidi dar a elas, todas elas.
"A avenida 13 espera você, a casa 19 proporciona um jantar com uma pessoa que se interessou, por mais que pareça estranho e não tenha pedido seu perfil foi avaliado e sabemos como se sente. Se ao menos uma chance na vida pretende mudar as coisas que são, apareça"
Talvez mal escrito, mas nada mais do que uma carta que traria um pouco de esperança para torna-la perfeita. Queria que fosse isso que ela pensasse, que alguém realmente a queria, de fato, eu a queria, queria mas não como ela imaginava, porque como ela, queria me sentir bem. Mas não podia ficar pensando se ela aceitaria o convite ou não, deveria estar preparado de qualquer maneira, e no local combinado, uma casa comprada especialmente para meus convites, uma casa com pouca luz, uma mesa e um sofá.
Preparava tudo, uma comida no forno, duas taças de vinho a mesa, pratos, talheres e uma música num rádio.
Sem que eu esperasse a campainha tocou, era meia noite em ponto, ela, parecia ter se produzido, mas mesmo assim, mesmo que eu soubesse o que aconteceria ali eu não tinha revelado minha face, a deixava nas sombras, e falava calmamente com ela, até que ela se sentou na mesa. com um pouco de conversa veio um brinde, à mudanças, mas eu apenas encostei o vidro na boca, ela, simplesmente caiu da cadeira no primeiro gole, desacordada. Era ali que minha alegria ia começar.
A levei para dentro de um dos quartos da casa, tudo plastificado, pensado milimétricamente, e ela, agora deitada numa maca de borracha. Pouco tempo passou até que finalmente ela estava acordada, presa a tiras reforçadas de plástico, tudo para não existirem evidências, tudo perfeito. Ela enfim acordou e percebeu que estava amarrada e amordaçada, eu disse algumas palavras sobre a vida dela e a minha que ambas procuravam algum tipo de conforto, mas eu ao contrário já tinha encontrado.
Foi assim que coloquei meu avental de borracha branca e minha máscara de acrílico. Com os cortes perfeitos ela estava ali, fatiada, com sangue por toda parte.
O timer apitou, tirei minha máscara e fui até a cozinha peguei a carne do forno, sentei a mesa e jantei tranquilo aquela noite.
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-Bem está ai, primeiro texto, tentei fazer o melhor possível, o conto de um serial killer. Que O jantar da meia noite comece.